(esse é pesado)
Oi, quanto tempo né?
Você continua linda, ainda mais linda do que na última vez em que a vi.
Como você está?
Sei que você é forte e não admitiria qualquer tipo de problema, ainda mais para mim. Ainda mais depois de tudo.
Mas não se preocupe, conversar contigo novamente já é mais do que eu poderia esperar. Não sei como nós chegamos a tal ponto.
Como eu queria te ver novamente, se passaram quase quatro anos.
Eu estou a mais tempo sem você do que o tempo em que eu te tive comigo.
Mas acho que tu jogou alguma magia, algum encantamento em mim. Não existe um sequer dia em que você não me visite.
Em momentos de confusão, em momentos de stress. Em dias que você demora, eu quase me vejo livre de seu fantasma.
Cheiros, nomes, lembranças, lugares.
Não sei se você nunca me deixou, ou se eu nunca consegui deixar você ir.
Imagino como a sua mente funciona agora, se ainda tens aquela mesma esperança, e aquela inocência de ver o melhor em tudo e em todos.
Você conseguiu enxergar o melhor em mim depois de tanto tempo e tantas magoas que eu lhe causei.
Ainda não encontrei alma mais pura e coração mais leve que o seu.
Imagino que eu não voltarei a encontrar.
O tempo passou tão rápido, e ao mesmo tempo tão devagar, tão torturador.
No começo eu pedia, implorava, para achar alguma solução, algum caminho que à trouxesse de volta.
Como você já bem sabe, não deu certo.
Depois eu tentei te esquecer, como se fosse fácil esquecer quem eu sou e o que eu era antes de ti.
Passamos tanto tempo juntos que eu nunca mais consegui separar o que sou "eu" e o que é "você" em mim.
Tive várias mulheres, inúmeras.
E por algum tempo foi bom, foi ótimo.
Ter a chance de conhecer novos sabores e desfrutar belezas exóticas e diferentes.
Naqueles momentos, eu pescava pensamentos e descobria intimidades, sei que devo ter compartilhado, mais do que recebido, é um defeito meu não acreditar nas pessoas e mesmo assim confia-las meus maiores temores logo de cara.
Talvez eu não consiga prender a atenção por muito tempo e tenha que mostrar que eu lutei muito para ser quem eu sou, e pelo resultado, parece que ainda não sou o bastante.
Você sempre soube disso, cuspiu isso na minha cara quando quis me afastar.
Imagino o que eu seria se tivesse conseguido mantê-la ao meu lado.
...
Você amou novamente, e parece que foi algo muito intenso. Foram 1 ou 2 anos?
Parece desimportante pra ti, afinal tomou com o outro "amor da sua vida" as mesmas medias que tomou comigo.
"Oblivion". - Esquecimento.
Dizem que sempre buscamos deixar um legado para trás para não sermos esquecidos.
A eternidade física parece estar longe de ser algo real.
Mas a eternidade ideológica, aquela que carrega nossos valores e nossas conquistas através do tempo existe desde os primórdios da nossa raça.
Pintávamos em cavernas e enterrávamos nossos mortos para que no futuro alguém pudesse olhar para trás e desvendar o sentido da vida que tínhamos.
E essa é a triste realidade em que continuamos a viver.
Só conseguimos entender o sentido das vidas que levamos, após vivê-las.
Talvez daqui a alguns anos, nossos descendentes consigam apontar os erros do passado e experimentar as consequências e as soluções deles.
Compartilho da mesma maldição.
Hoje enxergo meus erros perante à ti.
Queria saber se você me esqueceu.
Se eu habito em ti o mesmo espaço que a tua lembrança rouba de mim.
Queria saber se ainda toma atitudes, lembrando de mim, e buscando algum tipo de norte nas nossas lembranças. Coisa que eu faço quase todos os dias.
Gostaria de saber o que eu signifiquei pra ti e o que eu significo hoje. Se é que eu significo alguma coisa ao todo.
Desculpe pela minha baixa auto estima, sei que isso é broxante.
Mas meu pessimismo e meu humor não melhoraram nem um pouco depois de ti.
Pioraram junto com a minha bebida e companheira de todas as noites, a boa e velha nostalgia, safra 2011.
Imaginar o futuro que poderíamos ter tido é igual lembrar de tudo que fomos.
Ta certo que foram muitos momentos desagradáveis, desconfiança, traições, mentiras e intrigas.
Não absolvo culpa de nenhum dos meus pecados, e sei que você pode ter tido os teus, no quadro geral da filhadaputagem eu ganho em disparada.
Mas você, durante muito tempo segurou à barra e não me deixou de lado.
Tento não comparar as minhas mulheres à ti, até porque não foram minhas.
A única que foi minha, foi você.
Pensei que sempre seria.
Lembra que imaginávamos nossos filhos?
Nossa, como isso me dói. Como foi torturante escrever isso.
Lembra que você foi meu anjo?
Lembra que fizemos planos para o futuro?
Deus como eu trocaria tudo o que eu tenho de mais precioso para te ter em meus braços novamente.
Para voltar à aquele tempo em que só existia eu e você.
É a paz. A sua paz que me faz mais falta.
A tranquilidade de estar em seu abraço, num conforto reservado à poucos, com a tranquilidade de não temer o futuro, pois ali eu tinha toda a força do mundo.
Eu sei que é bem provável que você não acredite em mim, na minha redenção.
Sei também que não mereço qualquer tipo de catarse.
Nem sei se isso seria possível, não te conheço mais.
Você é um fantasma real.
Sempre tão feliz, sempre tão linda.
Com um encanto que poucas pessoas conseguem transmitir.
Um sorriso que cativa as pessoas e as deixam lisonjeadas de participar ou ser o motivo da sua alegria.
Você tem luz própria, eu só tive luz quando usei a sua.
Você foi, e sempre será o meu primeiro amor. Inegável.
Eu sinto tanto a sua falta, as vezes é tão forte que eu explodo palavras em um teclado de notebook as duas da manhã, achando que um dia você lerá aquelas palavras e me enxergará com outros olhos.
Com aqueles que me traziam tanta paz e conforto, os mesmos olhos onde eu podia sentir e experimentar o que o amor significa.
Como é? Como é amar outra pessoa?
Não sei se eu conseguiria sobreviver amar alguém da mesma forma que eu te amei.
Penso que nem quero.
A síndrome de abstinência já é quase insuportável.
Parece que me viciei gravemente em uma droga que não é mais fabricada, e existem poucos e raros outros estoques dela no mundo.
Continuo vagando a procura desse tal de "Amor 50mg".
Eu ainda não esqueci.
Um copo de Nostalgia
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
sábado, 26 de dezembro de 2015
Matando a Saudade.
Sobre o que escrever?
Tantas coisas tem me passado à mente ultimamente, não consigo definir qual parte da minha vida está mais fodida rs,
Mais um ano se passando, mais um ano terminando com aquele amargo gosto da solidão, tristeza e carência. Uma carência não necessariamente de carinho, mais sim de presença. Mais um Natal sem pai e mais um ano sem provar novamente aquilo que se chama amor. Nada nem parecido.
Talvez seja a minha falta de paciência, talvez seja a minha mente realista que me impossibilita de deixar as coisas fluírem, talvez seja meu signo que me impõe controle absoluto sobre todos os aspectos da minha vida. Vai saber né?
Eu estou quase chegando a conclusão de que amor é pra loucos, bobos e ignorantes; às vezes também atinge os distraídos. Pois não vejo maneira simples de sentir algo por alguém, nunca é simples, nunca é natural, pelo menos para mim. Eu vejo as mentiras disfarçadas de brincadeira, vejo os descuidos e os vacilos pela metade, sinto no ar o cheiro de enganação. Não penso que as pessoas fazem isso sempre de propósito, tem gente que pensa que uma mentira ou uma omissão machuquem menos que a verdade. Mas não, a verdade, por mais cruel que seja, por mais dura e violenta, a verdade é justa. Igual para todos e não engana nimguém. Quem se engana somos nós ao achar que mentiras duram para sempre ou que não fazem mal a ninguém.
Me sinto tão desconectado com o mundo que me cerca que passo parte dos meus dias imaginando e me indagando se estou seguindo o caminho certo, ou se é essa vida que eu quero pra mim, e a outra parte do meu dia, passo fazendo coisas que eu não gosto.
É impressionante como o trabalho me toma muita atenção e dedicação. Apesar de eu ter chegado em um ponto bom para o tipo de "carreira" que eu sigo agora, não me sinto contente e espero não fazer isso pelo resto da vida, mas nunca deixei de fazer meu serviço 100%. É algo que me intriga, como que alguém de mente inquieta, com valores não relacionados a dinheiro, com fome de vida, amante de viagens, consigo cumprir minhas funções plenamente e com um facilidade que poucos tem? Creio que a resposta está no dinheiro, na necessidade de prosperar na vida, na minha inquietação de querer estar sempre melhor e querer sempre ser o melhor em tudo que eu faço.
Isso me assusta. Será que eu consigo ser bom em outra "carreira"? Será que darei conta da minha faculdade e trabalho juntos? Não sei, espero que sim. Me vejo com outros olhos, diferente de como eu me via no mundo à quatros anos atrás. Sei dos meus defeitos e aprendi à conviver com eles. O mais importante, aprendi a ameniza-los, pelo menos em convivência com outras pessoas.
Algo curioso, mas que vem me consumindo por dentro nesses últimos meses é a morte dos sonhos. É a realização que entra ano e passa ano, e tudo o que você planejou para si mesmo, e para sua vida vai se tornando impossível com o passar do tempo. Já não serei piloto da Aeronáutica, já não me formarei com 23 anos, já não serei um jovem prodígio em alguma área de âmbito mundial (pois é, eu esperava muito de eu mesmo). Alguns anos atrás isso parecia tão fácil de ser alcançado, de ser conquistado. Não sei se me tornei medroso, com medo de correr atrás dos meus sonhos, ou se me veio a cabeça de que alguns sonhos não serão realizados. O que eu sei é que eu me tornei um sobrevivente, um sobrevivente realista. Às vezes realista demais até para o meu gosto.
Falando em sobrevivência, vou ficando por aqui hoje. Fazia tanto tempo que eu não escrevia, agora eu sei que devo escrever mais, passar minhas idéias pro papel e esquecer delas um pouco. Tirá-las da minha garganta e vomitá-las em um blog rs.
Abraço. Ente, sente-se e tome mais um gole. Até mais!
Tantas coisas tem me passado à mente ultimamente, não consigo definir qual parte da minha vida está mais fodida rs,
Mais um ano se passando, mais um ano terminando com aquele amargo gosto da solidão, tristeza e carência. Uma carência não necessariamente de carinho, mais sim de presença. Mais um Natal sem pai e mais um ano sem provar novamente aquilo que se chama amor. Nada nem parecido.
Talvez seja a minha falta de paciência, talvez seja a minha mente realista que me impossibilita de deixar as coisas fluírem, talvez seja meu signo que me impõe controle absoluto sobre todos os aspectos da minha vida. Vai saber né?
Eu estou quase chegando a conclusão de que amor é pra loucos, bobos e ignorantes; às vezes também atinge os distraídos. Pois não vejo maneira simples de sentir algo por alguém, nunca é simples, nunca é natural, pelo menos para mim. Eu vejo as mentiras disfarçadas de brincadeira, vejo os descuidos e os vacilos pela metade, sinto no ar o cheiro de enganação. Não penso que as pessoas fazem isso sempre de propósito, tem gente que pensa que uma mentira ou uma omissão machuquem menos que a verdade. Mas não, a verdade, por mais cruel que seja, por mais dura e violenta, a verdade é justa. Igual para todos e não engana nimguém. Quem se engana somos nós ao achar que mentiras duram para sempre ou que não fazem mal a ninguém.
Me sinto tão desconectado com o mundo que me cerca que passo parte dos meus dias imaginando e me indagando se estou seguindo o caminho certo, ou se é essa vida que eu quero pra mim, e a outra parte do meu dia, passo fazendo coisas que eu não gosto.
É impressionante como o trabalho me toma muita atenção e dedicação. Apesar de eu ter chegado em um ponto bom para o tipo de "carreira" que eu sigo agora, não me sinto contente e espero não fazer isso pelo resto da vida, mas nunca deixei de fazer meu serviço 100%. É algo que me intriga, como que alguém de mente inquieta, com valores não relacionados a dinheiro, com fome de vida, amante de viagens, consigo cumprir minhas funções plenamente e com um facilidade que poucos tem? Creio que a resposta está no dinheiro, na necessidade de prosperar na vida, na minha inquietação de querer estar sempre melhor e querer sempre ser o melhor em tudo que eu faço.
Isso me assusta. Será que eu consigo ser bom em outra "carreira"? Será que darei conta da minha faculdade e trabalho juntos? Não sei, espero que sim. Me vejo com outros olhos, diferente de como eu me via no mundo à quatros anos atrás. Sei dos meus defeitos e aprendi à conviver com eles. O mais importante, aprendi a ameniza-los, pelo menos em convivência com outras pessoas.
Algo curioso, mas que vem me consumindo por dentro nesses últimos meses é a morte dos sonhos. É a realização que entra ano e passa ano, e tudo o que você planejou para si mesmo, e para sua vida vai se tornando impossível com o passar do tempo. Já não serei piloto da Aeronáutica, já não me formarei com 23 anos, já não serei um jovem prodígio em alguma área de âmbito mundial (pois é, eu esperava muito de eu mesmo). Alguns anos atrás isso parecia tão fácil de ser alcançado, de ser conquistado. Não sei se me tornei medroso, com medo de correr atrás dos meus sonhos, ou se me veio a cabeça de que alguns sonhos não serão realizados. O que eu sei é que eu me tornei um sobrevivente, um sobrevivente realista. Às vezes realista demais até para o meu gosto.
Falando em sobrevivência, vou ficando por aqui hoje. Fazia tanto tempo que eu não escrevia, agora eu sei que devo escrever mais, passar minhas idéias pro papel e esquecer delas um pouco. Tirá-las da minha garganta e vomitá-las em um blog rs.
Abraço. Ente, sente-se e tome mais um gole. Até mais!
sábado, 25 de abril de 2015
Reflexões Passado/Futuro
Sabe, para todas as crianças, quando perguntamos "O que você quer ser quando crescer? quase todas sabem a resposta, ou tem uma ideia do que querem ser quando se tornarem adultos. Acho que nunca me perguntaram isso, e se perguntaram eu não me lembro de uma única ocasião. Mesmo se tivessem perguntado à mim algo do tipo, creio que eu não teria a resposta.
Nunca tive uma ideia fixa do que eu faria quando eu crescesse. Parece que todas as fases da minha vida eram meios para um fim. Termine o ensino fundamental. Termine o ensino médio. Tire uma nota boa no Enem. Entre para uma boa faculdade. Se forme. Arrume alguém para começar uma família. Se estabilize. Tenha filhos. Junte dinheiro. Adquira imóveis. Forme os filhos e aproveite a aposentadoria. Ah! Se fosse simples e fácil assim.
A maioria dos planos que fazemos vão por água à baixo. Muitas vezes porquê deixamos de lado as variáveis de todas as equações relativas aos nossos planos. Você tem em mente o objetivo, mas de repente se vê em uma posição na qual a sobrevivência se torna parte maior da sua vida. "E agora, José?" Acho que a resposta é obvia. Sobreviver é muito mais do que simplesmente fazer uma decisão. Quando colocamos nossos planos em perspectiva, descobrimos que nossa prioridade sempre será o conforto e a sobrevivência.
Por exemplo: entre passar 5 anos, tento male mal o que comer,, e 8 anos trabalhando, vivendo bem, mas deixando os estudos um pouco de lado, poucos de nós escolheriam a primeira opção. Por que? Pois somos pessoas ligadas ao mundo que nos cerca. Queremos profundamente ser aceitos pela sociedade. Criamos laços com amigos a tal ponto, no qual quase se iguala à uma dependência. Queremos aproveitar a faculdade, queremos ter dinheiro para tomar aquela gelada no final de semana, precisamos de ar condicionado para enfrentar o calor. E se não temos dinheiro para nada disso? Vocês afundariam a cara nos livros só tendo em mente que daqui à cinco anos sua vida "provavelmente" melhore?
Eu não afundei. Sofri pressão para gerar renda. Tive que trabalhar meu caminho pra fora dos problemas que eu tinha dentro da casa de minha mãe. "Ignorando" todos os problemas que eu tinha acabado de enfrentar naquele mesmo ano. Tive de aprender da pior forma possível a virar homem. Quantas noites de frio, fome. Se existe algo que possa fazer o mais sensato ser humano a se transformar em um animal é a fome. Agradeçam, e tenham orgulho por ter o que comer todos os dias.
Apesar do sofrimento e de todas as escolhas, ainda resta uma pergunta: "Valeu à pena?". Sim! Mesmo não tendo atingido os objetivos que eu tracei alguns anos atrás, eu cresci como pessoa e amadureci muito. Esperava que com o tempo eu esqueceria/superaria o meu passado. Três anos se passaram e eu continuo com os sentimentos iguais. "Que bosta!". Fazer o que né.
Nunca tive uma ideia fixa do que eu faria quando eu crescesse. Parece que todas as fases da minha vida eram meios para um fim. Termine o ensino fundamental. Termine o ensino médio. Tire uma nota boa no Enem. Entre para uma boa faculdade. Se forme. Arrume alguém para começar uma família. Se estabilize. Tenha filhos. Junte dinheiro. Adquira imóveis. Forme os filhos e aproveite a aposentadoria. Ah! Se fosse simples e fácil assim.
A maioria dos planos que fazemos vão por água à baixo. Muitas vezes porquê deixamos de lado as variáveis de todas as equações relativas aos nossos planos. Você tem em mente o objetivo, mas de repente se vê em uma posição na qual a sobrevivência se torna parte maior da sua vida. "E agora, José?" Acho que a resposta é obvia. Sobreviver é muito mais do que simplesmente fazer uma decisão. Quando colocamos nossos planos em perspectiva, descobrimos que nossa prioridade sempre será o conforto e a sobrevivência.
Por exemplo: entre passar 5 anos, tento male mal o que comer,, e 8 anos trabalhando, vivendo bem, mas deixando os estudos um pouco de lado, poucos de nós escolheriam a primeira opção. Por que? Pois somos pessoas ligadas ao mundo que nos cerca. Queremos profundamente ser aceitos pela sociedade. Criamos laços com amigos a tal ponto, no qual quase se iguala à uma dependência. Queremos aproveitar a faculdade, queremos ter dinheiro para tomar aquela gelada no final de semana, precisamos de ar condicionado para enfrentar o calor. E se não temos dinheiro para nada disso? Vocês afundariam a cara nos livros só tendo em mente que daqui à cinco anos sua vida "provavelmente" melhore?
Eu não afundei. Sofri pressão para gerar renda. Tive que trabalhar meu caminho pra fora dos problemas que eu tinha dentro da casa de minha mãe. "Ignorando" todos os problemas que eu tinha acabado de enfrentar naquele mesmo ano. Tive de aprender da pior forma possível a virar homem. Quantas noites de frio, fome. Se existe algo que possa fazer o mais sensato ser humano a se transformar em um animal é a fome. Agradeçam, e tenham orgulho por ter o que comer todos os dias.
Apesar do sofrimento e de todas as escolhas, ainda resta uma pergunta: "Valeu à pena?". Sim! Mesmo não tendo atingido os objetivos que eu tracei alguns anos atrás, eu cresci como pessoa e amadureci muito. Esperava que com o tempo eu esqueceria/superaria o meu passado. Três anos se passaram e eu continuo com os sentimentos iguais. "Que bosta!". Fazer o que né.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
É engraçado ser um espectador da sociedade moderna.
Todos com tanta pressa, pensando tão alto de si mesmos, como se fossem superiores a tudo e a todos. Pessoas que esquecem o que é ter uma conversa. Ser educado é muitas vezes ser metido e noutras é ter uma agenda por trás da educação. Ninguém mais lembra o que é cortesia e amor ao próximo. Pessoas que vão à igreja nos finais de semana, mas ainda olham com desprezo ou pior, prazer, quando um irmão em necessidade pede ajuda. Todo mundo querendo retribuir tudo na mesma moeda, chega a ser engraçado. Quando perguntados se se consideram pessoas boas, todos respondem que sim. Cristãos que defendem a pena de morte, e a redução da maioridade penal. Chega a ser engraçado a ironia.
Ah, como eu estou cansado disso tudo.
Amigos que sentam em uma mesa de bar, numa roda de tereré, num restaurante e a coisa mais interessante que conseguem fazer é olhar para baixo e se isolarem usando o celular.
Encontrar pessoas para ter uma conversa real é raridade. Alguém que se importe contigo e dê valor a atenção que recebe é pedir demais atualmente. Quando faço um esforço para conhecer tentar conhecer alguém, a pessoa acha que estou sendo "grudento", simplesmente por se importar, por prestar atenção e até mesmo por querer conhecê-la. Só de pensar nisso já me dá um desânimo e uma certa tristeza. Lembro da minha época de "MSN", onde esperava o dia inteiro para me conectar e poder conversar com as pessoas.
Antigamente eu juntava informação e tentava mudar um pouco a realidade a minha volta, pouco a pouco eu achei que conseguiria, mas a medida que vamos amadurecendo, descobrimos que o mundo não se importa muito com a opinião do indivíduo. Cansei de tentar convencer pessoas de que é melhor dar a outra face do que ser rude. Tudo o que fazemos cria uma corrente que um dia volta para nós mesmos, tal corrente pode ser a que te enforque ou a que te salve. É o conceito do Karma, é o velho ditado "Você colhe o que você planta". Hoje eu me tornei um cara mais passivo sobre a sociedade que me cerca, tento não expressar minha opinião de forma direta, a não ser quando perguntado. Afinal, como eu disse ali em cima, quem eu acharia para ter uma conversa real e séria.
Você sai de casa para tomar uma cerveja e só encontra mulheres com quilos e mais quilos de maquiagem, todos os homens com as mesmas em suas camisas, como se estivessem de uniforme. Se a pessoa não segue a mesma "moda", não é interessante o suficiente para ter um momento de atenção daqueles que ali estão. Festa, festa e mais festa. Enquanto os problemas do mundo continuam lá. Mulheres que só dão atenção se receberem um combo de uísque + energético em troca. Homens que sabem todos os motores de todos os carros na rua, mas se esquecem de quem votaram na última eleição. Eleitores que pedem o fim da corrupção, mas tentam passar os outros pra trás de todas as formas que encontram. Pais que dizem criar os filhos para serem pessoas boas, mas dão tablets para as crianças antes mesmo de eles saberem ler. Pastores que tentam guiar os fiéis e ensinam caridade dentro de seus carros importados de luxo. Padres que condenam gays, mas se esquecem que Jesus não perguntavam para seus seguidores suas opções sexuais, só pediam que amassem a Deus e ao próximo.
Em dias que a política nos divide, ao invés de nos juntar para buscar um futuro melhor para nosso país. Em dias no qual o dinheiro define quem nós somos e o quão interessantes parecemos aos olhos dos outros. Em dias nos quais as pessoas só olham para seus celulares ao invés de olhar para frente. Em dias nos quais a tecnologia nos afasta ao invés de nos aproximar. Em dias que 500 canais em uma tv à cabo não é sinal de diversão, e sim de tédio. Em dias como esses eu me pergunto o que está acontecendo com esse mundo. Parece que ninguém mais se importa com o destino da humanidade, ninguém mais olha para o lado e vê um semelhante, todos olham para o lado e veem um adversário em potencial.
No momento eu continuo um espectador. Tento continuar a juntar informações sobre o mundo que me cerca para que um dia eu saiba os melhores meios para mudar essa realidade. Meu teclado é minha arma, minha mente é meu escudo. Paz.
Ah, como eu estou cansado disso tudo.
Amigos que sentam em uma mesa de bar, numa roda de tereré, num restaurante e a coisa mais interessante que conseguem fazer é olhar para baixo e se isolarem usando o celular.
Encontrar pessoas para ter uma conversa real é raridade. Alguém que se importe contigo e dê valor a atenção que recebe é pedir demais atualmente. Quando faço um esforço para conhecer tentar conhecer alguém, a pessoa acha que estou sendo "grudento", simplesmente por se importar, por prestar atenção e até mesmo por querer conhecê-la. Só de pensar nisso já me dá um desânimo e uma certa tristeza. Lembro da minha época de "MSN", onde esperava o dia inteiro para me conectar e poder conversar com as pessoas.
Antigamente eu juntava informação e tentava mudar um pouco a realidade a minha volta, pouco a pouco eu achei que conseguiria, mas a medida que vamos amadurecendo, descobrimos que o mundo não se importa muito com a opinião do indivíduo. Cansei de tentar convencer pessoas de que é melhor dar a outra face do que ser rude. Tudo o que fazemos cria uma corrente que um dia volta para nós mesmos, tal corrente pode ser a que te enforque ou a que te salve. É o conceito do Karma, é o velho ditado "Você colhe o que você planta". Hoje eu me tornei um cara mais passivo sobre a sociedade que me cerca, tento não expressar minha opinião de forma direta, a não ser quando perguntado. Afinal, como eu disse ali em cima, quem eu acharia para ter uma conversa real e séria.
Você sai de casa para tomar uma cerveja e só encontra mulheres com quilos e mais quilos de maquiagem, todos os homens com as mesmas em suas camisas, como se estivessem de uniforme. Se a pessoa não segue a mesma "moda", não é interessante o suficiente para ter um momento de atenção daqueles que ali estão. Festa, festa e mais festa. Enquanto os problemas do mundo continuam lá. Mulheres que só dão atenção se receberem um combo de uísque + energético em troca. Homens que sabem todos os motores de todos os carros na rua, mas se esquecem de quem votaram na última eleição. Eleitores que pedem o fim da corrupção, mas tentam passar os outros pra trás de todas as formas que encontram. Pais que dizem criar os filhos para serem pessoas boas, mas dão tablets para as crianças antes mesmo de eles saberem ler. Pastores que tentam guiar os fiéis e ensinam caridade dentro de seus carros importados de luxo. Padres que condenam gays, mas se esquecem que Jesus não perguntavam para seus seguidores suas opções sexuais, só pediam que amassem a Deus e ao próximo.
Em dias que a política nos divide, ao invés de nos juntar para buscar um futuro melhor para nosso país. Em dias no qual o dinheiro define quem nós somos e o quão interessantes parecemos aos olhos dos outros. Em dias nos quais as pessoas só olham para seus celulares ao invés de olhar para frente. Em dias nos quais a tecnologia nos afasta ao invés de nos aproximar. Em dias que 500 canais em uma tv à cabo não é sinal de diversão, e sim de tédio. Em dias como esses eu me pergunto o que está acontecendo com esse mundo. Parece que ninguém mais se importa com o destino da humanidade, ninguém mais olha para o lado e vê um semelhante, todos olham para o lado e veem um adversário em potencial.
No momento eu continuo um espectador. Tento continuar a juntar informações sobre o mundo que me cerca para que um dia eu saiba os melhores meios para mudar essa realidade. Meu teclado é minha arma, minha mente é meu escudo. Paz.
Real motivo do "Um copo de nostalgia"
Eu volto a me lembrar do porquê eu escrevo nesse blog. No começo nem eu mesmo sabia, meus amigos me falavam para começar a expressar meus pensamentos dessa forma. Antigamente eu escrevia textos e publicava-os no Facebook. Confesso que sinto falta dos "likes" que minhas palavras geravam, mas as pessoas que deveriam ler e os que realmente necessitam não possuem mais a paciência de antigamente. Falo isso, pois sou um desses, hoje se alguém escreve algo com mais de 10 linhas no Facebook eu nem leio, e acho que muitos textos ali publicados me ajudariam a levar melhor a minha vida. Com o passar do tempo, desde a criação do blog eu descobri uma triste verdade; não ficaria famoso com isso, a galera não iria pirar simplesmente porquê leu algumas coisas em um site qualquer.
Alguns dias atrás eu finalmente saquei a objetivo desse blog. Esse é um "diário de pensamentos". Creio que esse seja o meio do qual eu possa, no futuro, ter uma visão sobre a forma que eu pensava com meus 20 anos de idade. Simples assim. E que maravilhoso será daqui a 20 anos poder ter um relance sobre o que acontecia na minha vida e como eu me sentia e pensava sobre o mundo que me rodeava. A verdadeira nostalgia se prende a isso. Engraçado que me perguntava se era mesmo um título legal para o blog, e hoje eu sei, é o título perfeito.
Um abraço para vocês e para o meu "eu" do futuro.
Um abraço para vocês e para o meu "eu" do futuro.
terça-feira, 31 de março de 2015
Bom dia.
Eu nem sei porquê eu escrevo aqui. Sei que as essas palavras tem como alvo pessoas que nunca chegarão a ler esse blog. Peço que quem estiver lendo, dê um alô nos comentários, e divulgue por favor. Vamos lá.
Hoje. Hoje começa como um dia que parece estar se arrastando há quase uma semana. Digo isso, pois todos os meus dias estão sendo praticamente iguais. Acordo arrependido de ter ido dormir e vou dormir arrependido de ter acordado. E, para completar, hoje eu acordo com não só um copo, mas uma garrafa de nostalgia, dou goles, encho a boca e deixo descer pela goela esse líquido que tem gosto de arrependimento, saudade, uma forte ligação com a tristeza e deixa um amarguinho na boca. Me embriago... São sete horas da manhã, me encontro embriagado pela garrafa de nostalgia da marca Passado jogada em minha cama. Levo mais umas duas horas para levantar e enquanto isso vou navegando pelas redes sociais e encontrando novas formas e evidências de se machucar exaltando o passado, comparando-o com o presente, e como se fosse morfina, injeto nostalgia em minhas veias e acabo com a mente totalmente perdido em minhas memórias do passado. Levanto da cama e passo um café. Afinal, o que para combinar melhor com a nostalgia e sua subsequente ressaca do que uma xícara de café e uns cigarros.
E aqui estou, escrevendo pra vocês, ouvindo Eminem. Apesar da trilha sonora não combinar com o momento, eu gosto de ouvir Eminem, pois me ajuda a treinar meu inglês e também me deixa mais concentrado.
Vamos a raiz do problema?
Minha mãe, uma alma inocente, mas muito forte e com seu valor de sabedoria, me disse ontem que cada um preenche os vazios da alma com algum tipo de vício. Então para entendermos o porquê desse vício nostálgico que me arrasta para mesma rotina todos os dias, nós temos que entender que vazio é esse. Mas esse é um assunto para a próxima postagem, talvez para algum dia no qual eu esteja mais neutro em relação ao meu passado, ou em uma situação mais estável da minha vida. haha Desculpem o inconveniente, mas que graça teria se eu contasse tudo de uma vez?
Um abraço, e como sempre: Entrem, fiquem à vontade, sirva um copo, puxe uma cadeira e aproveite a bebida.
Eu nem sei porquê eu escrevo aqui. Sei que as essas palavras tem como alvo pessoas que nunca chegarão a ler esse blog. Peço que quem estiver lendo, dê um alô nos comentários, e divulgue por favor. Vamos lá.
Hoje. Hoje começa como um dia que parece estar se arrastando há quase uma semana. Digo isso, pois todos os meus dias estão sendo praticamente iguais. Acordo arrependido de ter ido dormir e vou dormir arrependido de ter acordado. E, para completar, hoje eu acordo com não só um copo, mas uma garrafa de nostalgia, dou goles, encho a boca e deixo descer pela goela esse líquido que tem gosto de arrependimento, saudade, uma forte ligação com a tristeza e deixa um amarguinho na boca. Me embriago... São sete horas da manhã, me encontro embriagado pela garrafa de nostalgia da marca Passado jogada em minha cama. Levo mais umas duas horas para levantar e enquanto isso vou navegando pelas redes sociais e encontrando novas formas e evidências de se machucar exaltando o passado, comparando-o com o presente, e como se fosse morfina, injeto nostalgia em minhas veias e acabo com a mente totalmente perdido em minhas memórias do passado. Levanto da cama e passo um café. Afinal, o que para combinar melhor com a nostalgia e sua subsequente ressaca do que uma xícara de café e uns cigarros.
E aqui estou, escrevendo pra vocês, ouvindo Eminem. Apesar da trilha sonora não combinar com o momento, eu gosto de ouvir Eminem, pois me ajuda a treinar meu inglês e também me deixa mais concentrado.
Vamos a raiz do problema?
Minha mãe, uma alma inocente, mas muito forte e com seu valor de sabedoria, me disse ontem que cada um preenche os vazios da alma com algum tipo de vício. Então para entendermos o porquê desse vício nostálgico que me arrasta para mesma rotina todos os dias, nós temos que entender que vazio é esse. Mas esse é um assunto para a próxima postagem, talvez para algum dia no qual eu esteja mais neutro em relação ao meu passado, ou em uma situação mais estável da minha vida. haha Desculpem o inconveniente, mas que graça teria se eu contasse tudo de uma vez?
Um abraço, e como sempre: Entrem, fiquem à vontade, sirva um copo, puxe uma cadeira e aproveite a bebida.
sábado, 21 de março de 2015
Significado de Nostalgia
Nostalgia, significa o estado de profunda tristeza, causado pela falta de algo. É a sensação de saudade originada pela lembrança de um momento vivido no passado ou de pessoas que estão distantes.
Por que "Um copo de Nostalgia"? Eu penso que todos os dias nós tomamos pelo menos um copo desses, alguns tomam mais que um copo, outros apenas uma xícara. Tem gente se embriaga e vira boêmio desse sentimento tão difundido em nossas vidas. Venho por meio desse primeiro texto apresentar o autor, e um pouco do objetivo desse blog.
Autor jovem com uma alma velha, estudante, freelancer das noites. Um jovem que tem problemas que muitos em minha idade não teriam por pelo menos mais uns 5 anos. Esse blog tem como objetivo servir como diário/confessionário/palestra, sobre a vida que levo e o que eu penso do mundo, sobre minhas experiências do passado e do futuro.
Espero que gostem, e me perdoe se algo não sair como esperado ou do seu gosto. Entre, aproveite a vista, tenha uma amostra do que se passa em minha cabeça (desculpe a bagunça), sirva-se com a minha a bebida derivada da minha safra de nostalgia.
Sejam todos bem-vindos!
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