terça-feira, 31 de março de 2015

Bom dia.
Eu nem sei porquê eu escrevo aqui. Sei que as essas palavras tem como alvo pessoas que nunca chegarão a ler esse blog. Peço que quem estiver lendo, dê um alô nos comentários, e divulgue por favor. Vamos lá.


Hoje. Hoje começa como um dia que parece estar se arrastando há quase uma semana. Digo isso, pois todos os meus dias estão sendo praticamente iguais. Acordo arrependido de ter ido dormir e vou dormir arrependido de ter acordado. E, para completar, hoje eu acordo com não só um copo, mas uma garrafa de nostalgia, dou goles, encho a boca e deixo descer pela goela esse líquido que tem gosto de arrependimento, saudade, uma forte ligação com a tristeza e deixa um amarguinho na boca. Me embriago... São sete horas da manhã, me encontro embriagado pela garrafa de nostalgia da marca Passado jogada em minha cama. Levo mais umas duas horas para levantar e enquanto isso vou navegando pelas redes sociais e encontrando novas formas e evidências de se machucar exaltando o passado, comparando-o com o presente, e como se fosse morfina, injeto nostalgia em minhas veias e acabo com a mente totalmente perdido em minhas memórias do passado. Levanto da cama e passo um café. Afinal, o que para combinar melhor com a nostalgia e sua subsequente ressaca do que uma xícara de café e uns cigarros.
E aqui estou, escrevendo pra vocês, ouvindo Eminem. Apesar da trilha sonora não combinar com o momento, eu gosto de ouvir Eminem, pois me ajuda a treinar meu inglês e também me deixa mais concentrado.
Vamos a raiz do problema?
Minha mãe, uma alma inocente, mas muito forte e com seu valor de sabedoria, me disse ontem que cada um preenche os vazios da alma com algum tipo de vício. Então para entendermos o porquê desse vício nostálgico que me arrasta para mesma rotina todos os dias, nós temos que entender que vazio é esse.  Mas esse é um assunto para a próxima postagem, talvez para algum dia no qual eu esteja mais neutro em relação ao meu passado, ou em uma situação mais estável da minha vida. haha Desculpem o inconveniente, mas que graça teria se eu contasse tudo de uma vez?


Um abraço, e como sempre: Entrem, fiquem à vontade, sirva um copo, puxe uma cadeira e aproveite a bebida.

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